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Dia de Chuva III


December 8, 2009 | 4:13 PM Comments  0 comments

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Dia de Chuva II

Vias interditadas, trânsito parado...

December 8, 2009 | 4:07 PM Comments  0 comments

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Dia de Chuva

Um dia de chuva, normal, como outro qualquer.

December 8, 2009 | 3:56 PM Comments  0 comments

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ORGULHO DE SER VIRA-LATA

ORGULHO DE SER VIRA-LATA
por Herton Escobar

Poucos temas em ciência podem ser chamados de tabu.
A existência de raças humanas é um deles.
Pois é justamente sobre isso que vou escrever hoje, na semana em que se comemora o aniversário de 150 anos da publicação de A Origem das Espécies, por Charles Darwin (em 24 de novembro de 1859).

Imagine só: Há mais de 6 bilhões de pessoas vivendo sobre o planeta hoje, e nenhuma delas é igual a outra. Ao mesmo tempo, porém, somos todos muito parecidos. Somos todos seres humanos, todos membros de uma mesma espécie, Homo sapiens, não importa o quão diferentes possamos parecer do lado de fora. Brancos, negros, amarelos, baixinhos, gordinhos, altos, magros, loiras, morenas ... não importa. As diferenças são puramente superficiais. Por dentro, em nossa estrutura óssea, nossos órgãos vitais, nossas células e nosso DNA, somos todos, inegavelmente, Homo sapiens.

Dito isso, onde é que entra a tal discussão das raças?
Pois então ... por mais que as diferenças sejam superficiais, não há como negar que elas existem. (Ainda bem! Já pensou se todo mundo fosse igual? Seria uma chatice.)

Mas qual é a importância dessas diferenças? Vale a pena prestar atenção nelas, do ponto de vista científico?
Imagine, por exemplo, se um biólogo alienígena descesse à Terra para coletar alguns exemplares da espécie humana e levá-los de volta para o seu zoológico em outro planeta.

Que tipo de pessoa ele deveria coletar? Quem seria o melhor representante da espécie humana? A Gisele Bundchen? A Taís Araújo? O Shaquille O’neal? O Ronaldinho Gaúcho? O Kaká? Um pigmeu africano? Um aborígene australiano? Um índio da Amazônia? Um corredor de maratona? Ou um lutador de sumô?
A resposta certa é: Qualquer um serve! Qualquer um deles é tão Homo sapiens quanto o outro. Essa é uma das maravilhas da nossa espécie: a diversidade.

Para entender isso é preciso uma rápida revisão (super resumida) sobre genética evolutiva, seleção natural e migrações humanas.

Capítulo 1: A espécie Homo sapiens se desenvolve na África, cerca de 200 mil anos atrás. No início somos todos negros, porque a pele escura proporciona melhor proteção contra a radiação solar e aumenta a chance de sobrevivência dos indivíduos com mais melanina (naquela época ainda não tinha Coppertone).

Capítulo 2: A população da espécie aumenta e grupos de Homo sapiens começam a migrar para outros continentes. À medida que mudam as condições ambientais, mudam também as características que são selecionadas pela seleção natural. Na Europa, por exemplo, onde a exposição à radiação solar é muito mais limitada do que na África, a pele escura deixa de ser vantajosa. Os indivíduos com maior chance de sobrevivência são aqueles de pele mais clara, que conseguem aproveitar melhor a luz do sol disponível para produção de vitamina D e outras coisas essenciais ao organismo.

Capítulo 3: Milhares de anos de adaptação a diferentes condições ambientais em diferentes regiões do planeta dá origem a diversos “tipos” (raças?) de Homo sapiens, que são o que hoje chamamos de brancos, negros, amarelos, etc.
Ok ... então qual é o grande problema em falar em raças humanas? Os cachorros e os gatos domésticos também são todos membros de uma mesma espécie (Canis lupus familiaris e Felis catus, respectivamente) e não temos o menor problema em classificá-los em raças.

O problema principal nos humanos é que essa palavra tem uma bagagem social muito forte. Uma bagagem “racista”, para ser mais exato. Tão pesada que é quase impossível falar na existência de raças sem ser acusado de racista.

Infelizmente, sempre vai ter alguém que vai tentar usar essas diferenças superficiais para dizer que uma raça é melhor do que a outra (como já foi feito várias vezes no passado, com resultados desastrosos).

Algo que, como eu tentei mostrar no início deste texto, não faz o menor sentido.
Quando leio sobre isso e converso com cientistas sobre o assunto, percebo três linhas de pensamento: Há aqueles que acham que não existem raças (porque as diferenças são tão supérfluas que não faz sentido cientificamente essa classificação). Há aqueles que acham que existem raças e que essas diferenças devem ser estudadas para fins “pacíficos”, digamos assim (para saber, por exemplo, se determinadas raças têm propensões diferentes a doenças e respondem de forma diferente a tratamentos específicos). E há aqueles que acham que existem raças, mas melhor deixar isso quieto porque só serve para criar confusão. É aí que a coisa virou tabu.

Um ponto de vista que me parece bem razoável, que ouvi recentemente de um pesquisador, é que já existiram raças, sim, mas que elas desapareceram (ou estão desaparecendo) pela miscigenação crescente das culturas e das populações mundiais.

Veja o caso do Brasil! Aqui não faz o menor sentido falar em raças. O brasileiro é uma mistura de tudo. De branco, de negro, de índio, de amarelo, de português, de espanhol, de africano, de holandês, de alemão, de italiano, de árabe, de judeu e por aí vai ... Somos todos um bando de vira-latas raciais e culturais! Com muito orgulho! (pelo menos da minha parte)

Pensando bem, talvez o brasileiro seja o melhor espécime de zoológico para o nosso biólogo alienígena.... Alguém se habilita?


Fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/herton/
Foto por: Eduardo Nicolau/AE

December 7, 2009 | 1:42 PM Comments  0 comments

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Um Teto para meu País/ Un Techo para mi País

Um Teto para meu País (UTPMP) é uma organização não-governamental latino-americana sem fins lucrativos liderada por jovens de distintos países da América Latina. Todos os dias milhares de estudantes universitários e jovens profissionais de todo o continente trabalham em conjunto às comunidades das regiões mais marginalizadas para melhorar sua qualidade de vida a partir da construção de casas de emergência e programas de habilitação social. No Brasil, tem sede em São Paulo (São Paulo, Brasil).

~~Visão~~
Uma América Latina sem extrema pobreza, com jovens comprometidos com os desafios próprios de seus países em que todas as famílias contem com uma moradia digna e possam ter acesso a mais oportunidades para melhorar sua qualidade de vida.

~~Missão~~

Melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem em situação de pobreza por meio de construção de casas emergenciais e com a execução dos planos de habilitação social a partir do trabalho conjunto entre voluntários e a comunidade. Queremos denunciar a realidade dos assentamentos precários em que vivem milhões de pessoas na América Latina e envolver a toda a sociedade, fazendo com que e comprometam na tarefa de construir um continente mais solidário, justo e sem exclusão.

~~História~~

Um Teto para meu País (UTPMP) é uma organização latino-americana que nasce no Chile, em 1997. Depois de concluir uma atividade social construindo uma capela, um grupo de jovens universitários, apoiados pelo sacerdote jesuíta Felipe Berríos, sentiu a necessidade de denunciar a situação de pobreza extrema em que vivem milhares de pessoas, a partir da construção de casas emergenciais e a realização de planos de habilitação social. Surge assim a necessidade de convocar a toda a sociedade nessa causa ao mostrar que a falta de oportunidades e as condições em que vivem mais de 200 milhões de latino-americanos representam uma grande injustiça. Em 2001 começou a expansão da iniciativa pela América Latina. Hoje a organização já está presente em 15 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai se unem por meio do trabalho de milhares de jovens voluntários e comunidades que lutam por um continente mais justo.

~~UTPMP Brasil~~

Em novembro de 2006, UTPMP Brasil inicia suas atividades no maior país da América Latina. Em quase 3 anos de trabalho, a organização mobilizou voluntários e recursos para a construção de 201 moradias de emergência para famílias de baixa renda de favelas brasileiras. Os voluntários mobilizados são de várias universidades de São Paulo e Itapeva, como PUC, USP, Escola da Cidade, Mackenzie, ESPM, Cásper Líbero, Anhembi-Morumbi, Belas Artes, Unifesp, Uninove, FMU, Unifieo, Unicamp, Unesp, FAIT. Os recursos para a construção dessas moradias de emergência foram viabilizados mediante parcerias e apoios de diversas naturezas, estabelecidos com organizações não-governamentais, públicas e privadas. As construções foram realizadas em 4 municípios do Estado de São Paulo – Guarulhos, São Paulo, Suzano e Itapeva. Ao todo, foram 13 comunidades beneficiadas com moradias de emergência, construídas por mais de 1300 voluntários recrutados nas maiores universidades de São Paulo e do país.

~~Modelo de Intervenção~~

Etapa I: Construção de casas de emergência: Na primeira etapa, os esforços estão concentrados em satisfazer a necessidade de uma moradia digna, por meio da construção de uma casa de emergência. O processo de construção estabelece os primeiros vínculos de confiança entre os voluntários e os moradores e líderes da comunidade, validando uma relação que permite posteriormente um trabalho permanente entre eles. A casa de emergência é uma casa pré-fabricada de madeira, de 18 metros quadrados com durabilidade de cerca de 5 anos (prazo em que esperamos incorporar toda a sociedade mobilizando os recursos necessários para uma solução definitiva), e pode ser armada em 2 dias por um grupo de 8 a 10 jovens voluntários em conjunto com a família beneficiada. Essa primeira etapa constitui a “porta de entrada” para que muitos jovens voluntários, que não tem a oportunidade de aproximar-se da realidade das favelas, participem de una experiência social de alto impacto físico e emocional.

Etapa II: Habilitação Social Por meio de diferentes planos de trabalho procura-se gerar estratégias orientadas a diminuir a situação de vulnerabilidade que impede que muitas famílias possam sair da condição de extrema pobreza. Dessa forma, graças ao trabalho permanente de jovens voluntários, são desenvolvidos diferentes planos com o objetivo de fortalecer a comunidade, para que eles, a partir da sua própria realidade, possam seguir adiante:

Plano de educação: realização de programas de nivelamento escolar, para crianças e jovens, e planos de alfabetização para adultos.
Capacitação em ofício: Capacita os moradores da comunidade em distintos ofícios e ferramentas que aumentam sua produtividade incrementando suas possibilidades de geração de renda.
Plano de saúde: busca uma mudança nas famílias da comunidade atendida no sentido de que elas tenham um estilo de vida mais saudável. Além disso, pretende potencializar a prevenção e vinculá-los com redes de apoio.
Plano de fomento produtivo (microcrédito): procura contribuir com o desenvolvimento de empreendimentos por meio de microcrédito e capacitações na formação de novos negócios.
O objetivo final do projeto é que todos aqueles que vivem em situação de extrema pobreza, possam ter acesso a novas oportunidades que permitam a eles ter uma melhor qualidade de vida. Depois da construção das casas de emergência e do trabalho de habilitação social, passa a ser apoiado, quando as políticas habitacionais dos países permitem, o desenvolvimento de projetos de casa definitiva (até hoje essa etapa já foi alcançada pela organização no Chile). Essa terceira etapa busca gerar bairros sustentáveis de acordo com as necessidades da comunidade.

~~Fortalezas de UTPMP~~

-200.000 jovens A força do trabalho composta por jovens voluntários universitários comprometidos com a realidade.

-42.000 casas de emergência A ampla dimensão de um projeto continental que hoje já está presente em 15 países da América Latina.

-CAPACIDADE para envolver a diferentes atores da sociedade: como jovens universitários, empresas, meios de comunicação e toda a sociedade.

-PROMOÇÃO que faz com que a família beneficiada seja responsável por pagar aproximadamente 5% do valor da casa, organização não assistencialista.

-MUDANÇA que produz no formato típico de solidariedade por um trabalho concreto, em que os jovens são verdadeiros atores sociais.

-POSICIONAMENTO de temas sociais no âmbito público de maneira positiva e otimista.

-INOVAÇÃO em nossos programas criados e liderados por jovens que trabalham junto à comunidade.

-SUSTENTÁVEL ao fazer com que as famílias assumam o desafio de melhorar sua qualidade de vida.

-Resultados
Até hoje, graças ao apoio de sócios e voluntários mais de 40 mil famílias foram beneficiadas e mais de 200 mil voluntários mobilizados em 15 países do continente: Chile, El Salvador, Uruguai, Colômbia, Peru, Argentina, Costa Rica, Bolívia, Brasil, México, Equador, Guatemala, Paraguai, Republica Dominicana e Nicarágua. O êxito do projeto é resultado do envolvimento de toda a sociedade - empresas, meios de comunicação, e universitários - com esse grande desafio de terminar com a pobreza extrema na América Latina. O desafio de Um Teto Para Meu País para 2010 é acabar com todas as favelas no Chile, país em que começou o projeto, e estar presente em todo continente, com mais de 50.000 casas construídas. Essa é uma meta ambiciosa, mas é possível se toda a sociedade unir-se a essa grande cruzada.

www.umtetoparameupais.org.br

December 2, 2009 | 7:32 AM Comments  0 comments

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